21 de ago. de 2008

Estado fará análise do uso de agrotóxicos

A Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) promoveu na manhã de ontem, dia 20, uma reunião sobre a implementação do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O programa tem por objetivo manter a segurança alimentar do consumidor e a saúde do trabalhador rural. O secretário estadual de Saúde, George Antunes, realizou a abertura do evento e ressaltou que o programa será importante para que tenhamos a diminuição do impacto dos agrotóxicos, que são inimigos com ações silenciosas e cumulativas prejudiciais à saúde da população.O programa surgiu em 2001 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Ministério da Saúde (MS), e será implementado oficialmente no RN e noutros 25 Estados do país no início de 2009. O programa funciona a partir da coleta de amostras dos produtos hortifrutículas (frutas, verduras), em pontos de venda pelas vigilâncias sanitárias dos Estados e municípios. Com isso, o material é enviado para os laboratórios de resíduos de agrotóxicos para análise."Caso a utilização de agrotóxicos esteja acima dos limites permitidos pela Anvisa, os órgãos responsáveis pelas áreas de agricultura e meio ambiente são acionados para rastrear e solucionar o problema. Nos Estados onde o PARA já funciona os resultados são positivos", explicou a técnica da Anvisa, Fabiane Rezende, que realizou a apresentação do PARA e coordenará o programa no RN.O subcoordenador de Vigilância Sanitária da Sesap, Marcos Guerra, explicou que o Estado passará por um período de treinamento até o fim do ano, onde as coletas serão feitas inicialmente em supermercados, e encaminhadas ao laboratório central em Goiás para a análise do teor de agrotóxicos nos alimentos.
AGROTÓXICO - É um insumo agrícola que pode ser definido como qualquer produto de natureza biológica, física ou química, que tem a finalidade de exterminar pragas ou doenças que ataquem as culturas agrícolas. Porém, eles causam problema tanto para o meio ambiente quanto para os seres humanos.Segundo a OMS, há 20.000 óbitos/ano em conseqüência da manipulação, inalação e consumo indireto de pesticidas nos países em desenvolvimento. O Brasil é o segundo maior consumidor de agrotóxicos no mundo.

20 de ago. de 2008


Uma boa lactação depende do manejo durante o período seco
Junio Cesar Martinez -Engenheiro Agrônomo pela UFMT e Doutorando em Ciência Animal e Pastagens (Esalq/USP).

O sucesso de uma granja leiteira depende do manejo empregado nas fases do processo de produção. Dados de pesquisa e dados da prática demonstram que o máximo retorno sobre um período lactacional das vacas depende do manejo que é dado a cada vaca durante o período seco. A lucratividade na exploração de rebanhos leiteiros depende de um balanço entre altas produções, boa saúde do rebanho e sucesso na reprodução. Um excelente desempenho nestas três áreas são os principais determinantes do retorno econômico.Durante o ciclo lactacional, existe essencialmente uma única oportunidade de estabelecer e assegurar boa saúde e reprodução, que é o período seco ou período de transição. O período de transição se refere aos 45 a 60 dias antes do parto. O período mais crítico para uma vaca de leite são os 21 dias antes e após o parto.O correto manejo alimentar durante o período de transição tem profundo efeito sobre o consumo de alimento. Consumo de alimento é o maior fator influenciando produção de leite e variação do peso vivo no início da lactação. Alta ingestão de alimento no início da lactação reduz o tempo que as vacas permanecerão em balanço energético negativo. Também, minimizando a duração e a extensão do balanço energético negativo, surte efeitos positivos na reprodução.Uma das metas chaves é conseguir vacas com condição corporal adequada para cada estágio de lactação. Maximizando o consumo de alimento durante o período de transição, essa meta pode ser mais facilmente atingida.O que a vaca come durante o período seco é fortemente marcado por fatores biológicos e por fatores de caráter nutricional (Figura 1).
Figura 1 - Fatores que influenciam o consumo de alimento de vacas durante o período seco. Adaptado de Schroeder (2001)A seguir, discorreremos sobre algumas dicas de manejo a este grupo de animais. Os dados apresentados são exclusivos para animais confinados e basicamente levantados tendo a raça Holandesa como base. Dados com vacas em pastagens são escassos na literatura ou até mesmo inexistentes.Fase final da lactação- Adicionar peso às vacas durante o final da lactação, antes do período seco, pois nesta fase a conversão de energia a reservas corporais é feita com maior eficiência (70 a 75%) do que no período seco (55%).- As vacas deverão ter condição corporal entre 3.0 e 3.75 na escala de 1 a 5.- As vacas muito magras (3.0 a 3.5) deverão ter período seco de 60 dias.;- As vacas com escore entre 3.5 a 4 deverão ter somente 45 dias. Vacas com menos de 45 e mais de 60 dias de período seco produzem menos leite durante a próxima lactação.Manejo de vacas secas- Exercícios adequados são essenciais para manter a musculatura tonificada e reduzir as possibilidades de deslocamento de abomaso. Vacas que não se exercitam adequadamente têm maiores probabilidades de problemas pós-parto, mastite e problemas nas pernas.- Esforçar-se para alimentar as vacas secas separadamente. Competição por espaço no cocho limita o consumo neste estágio crítico e pode aumentar os riscos de desordens metabólicas.- Evitar escore corporal acima de 4.25. Vacas gordas são mais propensas a cetose e consomem menos alimento no início da lactação.- O ideal é que a vaca ganhe 450 gramas de peso por dia durante o período seco.Alimentação próximo do parto- Normalmente o consumo de alimento diminui em 5% por semana nas três últimas semanas que antecedem o parto e em 30% nos últimos três a cinco dias antes da parição. Tipicamente o consumo de holandesas confinadas é de 12 kg de matéria seca/dia, esperando-se uma redução de 0,6 kg/dia. Na semana do parto o consumo pode reduzir em 3,6 kg/dia.- Fornecer forragem e alimentos que forneçam um total de no máximo 100 gramas de cálcio (ou 0,7% de cálcio na ração total) e 45 a 50 gramas de fósforo (0,35% da MS). A relação de Ca:P deve ser de 2:1 ou menor.- Ir adaptando as vacas para a futura lactação introduzindo silagem ou feno na dieta a fim de que a dieta não flutue bruscamente.- Incluir concentrados e os grãos utilizados na dieta. Isso é importante para as bactérias do rúmen se adaptarem. Evite suplementos minerais, especialmente o bicarbonato de sódio.- Grãos podem ser incluídos em 0,5% do peso vivo (3,2 kg/vaca/dia) para vacas em bom estado corporal e 0,75% do PV para vacas abaixo do peso ideal.- Fornecer sais aniônicos com rações altas em cálcio (maior que 0,8% da MS) ou alto potássio (maior que 1,2% da MS).- As vacas não devem perder peso durante esse período, particularmente nos últimos 10 a 14 dias antes do parto. Vacas que perdem peso neste momento depositam gordura em excesso no fígado e ficam predispostas a síndrome do fígado gorduroso.Na parição- Condição corporal é importante. Vacas parindo com escore abaixo de 3 têm baixa persistência na lactação e reservas energéticas inadequadas para reprodução. Por outro lado, vacas gordas têm predisposição a desordens metabólicas, deslocamento de abomaso, distocia, retenção de placenta, infecções uterinas e cistoses.- Febre do leite (hipocalcemia) deprime contrações ruminais, aumentando deslocamento de abomaso, deprime contrações uterinas, aumentando o risco de distocia e retenção de placenta, diminui o apetite o que leva a baixa produção, alta perda de peso e reprodução ineficiente.Alimentação da vaca recém parida- A ração deve maximizar a disponibilidade de energia. Force o pico de consumo de alimento para ocorrer o mais breve possível. Evite alimentos pouco aceitáveis pelos animais.- Forneça forragem de alta qualidade, com efetividade adequada e em dietas com adequado nível de fibra. Na maioria dos casos o mínimo de fibra é 40% do consumo de MS.- Limite o teor de umidade em 50% quando alimentos fermentados úmidos ou frescos são oferecidos.- Forneça o alimento várias vezes ao dia, essa prática favorece e maximiza o consumo de alimento.Considerações finaisFica claro que a qualidade do alimento oferecido aos animais é essencial para aumento de produção. Tão importante quanto às características do alimento, o manejo alimentar é indispensável para maximizar o desempenho e longevidade das vacas. Melhorias na saúde dos animais e otimização da produção de leite são os principais fatores para rentabilidade nas granjas leiteiras.




Milho: dificuldade de exportação deve aumentar estoque

Os preços do milho no Brasil caíram cerca de 30% em algumas praças nos últimos 30 dias, mas o produto brasileiro continua sem competitividade no mercado internacional, o que indica que o país não conseguirá repetir as exportações de mais de 10 milhões de toneladas realizadas em 2007, segundo corretores.Com uma safra recorde e o mercado interno acima da paridade de exportação, em meio a um câmbio pouco favorável para vendas externas, é bastante provável que os estoques brasileiros se elevem nos próximos meses, acumulando aquele cereal que poderia ser exportado, acrescentaram as fontes, destacando que isso tem pressionado os preços.A colheita da primeira safra 2007/08 já foi encerrada, e a da segunda, conhecida como safrinha, está sendo finalizada, o que resultará em uma produção total do país de 58,4 milhões de toneladas - ante 51,3 milhões em 06/07 -, para um consumo anual estimado pelo governo em 44,5 milhões de toneladas."Com certeza, vamos fechar o ano com grandes estoques. Não tem possibilidade de exportar no momento. O milho nos Estados Unidos e na Argentina está muito barato (em relação ao brasileiro). E o mercado interno (no Brasil) paga um preço melhor do que o mercado externo", disse um corretor (que não quis se indentificar) do Paraná, Estado que costuma liderar os embarques do cereal brasileiro.Entre janeiro e julho, a Secretaria de Comércio Exterior do Brasil registrou exportações de 3,3 milhões de toneladas, cerca de 1 milhão a menos em relação ao volume exportado no mesmo período do ano passado.Mesmo que as condições de mercado se alterem totalmente, permitindo exportações, o Brasil não terá capacidade logística de exportar o mesmo volume registrado no ano passado, disse Rodrigo Zobaran, da corretora Pasturas, em São José do Rio Preto (SP).Consultada, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ainda manteve a sua estimativa de exportação.Zobaran ressaltou que as cotações caíram mais de 30 por cento em Mato Grosso nos últimos 30 dias. Segundo o corretor, na praça de Campinas (SP), referência do mercado, o milho já caiu em 30 dias 24 por cento, para 23,50 reais a saca de 60 kg.As informações são da Reuters.



A importância da alimentação no desenvolvimento da glândula mamária de novilhas

A obtenção de novilhas de tamanho e idade adequada ao primeiro parto pode otimizar a produção de leite de maneira vantajosa. A obtenção dessas metas requer nutrição e manejo alimentar adequados.Em várias fazendas leiteiras o manejo de novilhas não é a atividade mais importante do dia-a-dia, o que resulta na negligência de nutrição, manejo alimentar e cuidados com instalações e saúde destas, resultando em aumento na idade ao primeiro parto e menor produção de leite durante a vida produtiva do animal, quando comparado às novilhas que foram alimentadas adequadamente. Por outro lado o crescimento acelerado de novilhas também reduz sua produção, podendo reduzir sua longevidade. Crescimento e desenvolvimento da glândula mamáriaOs objetivos da criação de novilhas são produzir animais de alta qualidade para a reposição de vacas e melhorar o mérito genético do rebanho. Para que isso ocorra de forma economicamente viável, produtores devem ter como meta a parição de novilhas o mais cedo possível, com tamanho corporal que maximize a produção de leite e minimize problemas de distocia (Heinrichs e Hargrove, 1987).O fato de animais em crescimento não serem animais produtivos, com um custo aproximado de US$1,25 à US$1,60 por dia (Cady e Smith, 1996), representando o segundo maior custo de uma fazenda leiteira, tem levado produtores a acelerar as taxas de ganho de peso de novilhas com o objetivo de se colocar o animal em produção o mais rápido possível. Segundo Cady e Smith (1996), o aumento na Idade ao Primeiro Parto (IPP) eleva o custo do rebanho de três formas: 1) aumentando os dias de criação até a primeira parição; 2) aumentando o número de novilhas na fazenda; e 3) diminuindo seu potencial de produção.Embora a redução da IPP, alcançada com maiores taxas de ganho, resulte em retorno econômico antecipado, uma avaliação em longo prazo pode revelar uma outra situação. Durante os últimos 15 anos, vários trabalhos indicaram que o nível de alimentação e especialmente o consumo de energia durante a fase pré-púbere, podem afetar de forma marcante o desenvolvimento da glândula mamária e, conseqüentemente a produção de leite futura de novilhas (Akers e Sejrsen, 1996). Mais recentemente, pesquisadores têm sugerido que a aplicação de maiores taxas de ganho de peso com o emprego de dietas de alta densidade energética não têm efeito prejudicial ao desenvolvimento da glândula mamária desde que o nível de proteína da dieta também seja alto (VandeHaar, 1997). Vários trabalhos demonstram problemas com relação ao desenvolvimento da glândula em novilhas com alta taxa de crescimento quando a relação proteína bruta (PB): energia metabolizável (EM) é menor que 65g/Mcal (Sejrsen et al., 1982; Harrison et al., 1983; Capuco et al., 1995; Radcliff et al., 1997). Revisão de LiteraturaA produção de leite de uma vaca é determinada principalmente pela habilidade de produção de sua glândula mamária e por sua capacidade em fornecer nutrientes para a mesma (VandeHaar, 1997). Essa habilidade de produção de leite é dependente, ou está diretamente ligada, ao número de células secretoras que se encontram no tecido parenquimal da glândula mamária, o que é determinado por fatores genéticos e do ambiente (onde se enquadra a nutrição animal). Segundo Akers et al. (1998), existe alta correlação (r=0,85) entre DNA total parenquimal e a produção de leite do animal. O desenvolvimento da glândula mamaria pode ser dividido em cinco fases principais, sendo elas: desenvolvimento fetal, pré-puberal, pós-puberal, gestacional e durante a lactação.


19 de ago. de 2008

Stephanes: Brasil estará livre de aftosa em três anos
Todo o território nacional deverá estar livre da febre aftosa dentro de três anos. A meta foi anunciada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, durante encontro com lideranças do agronegócio na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), nesta sexta-feira (8).Segundo o ministro, o governo vem trabalhando intensivamente de forma bilateral com países que fazem fronteira com o Brasil, como Paraguai, Bolívia e Venezuela e, multilateralmente, com organismos internacionais visando eliminar a aftosa no continente.Stephanes disse, ainda, que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve realizar, em breve, auditoria na estrutura de defesa agropecuária do estado com o objetivo de avaliar o risco de febre aftosa no Pará. Hoje, 44 municípios da região centro-sul do estado são reconhecidos internacionalmente como livres de febre aftosa com vacinação. A meta agora é estender este reconhecimento para as demais regiões.Neste momento, os governos federal, estadual e setor privado estão desenvolvendo, de forma integrada, ações nas regiões Norte e Nordeste do País. A finalidade deste trabalho é acelerar a implantação de sólidas estruturas de defesa agropecuária e permitir que todos os estados destas regiões sejam livres de febre aftosa com vacinação, resultando no reconhecimento de todo o território nacional.As informações são do Mapa.

15 de ago. de 2008





No São Dimas, Apodi, atendemos um bezerro com Encurtamento do tendão flexor. Após avaliar o animal o nosso procedimento foi realizar tenotomia. O animal está se recuperando bem.

13 de ago. de 2008

Uréia fertilizante no Armazém Rural R$ 45,00 o saco com 25Kg. 3333 2323

 
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